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A Mandioca

Diz a lenda que nasceu em uma tribo uma indiazinha muito branquinha e os pais espantados lhe puseram o nome de Mani. Mani era uma criança que comia e bebia muito pouco, um belo dia não se levantou mais da rede, estava doente, mas não chorava, e acabou morrendo. Os pais enterraram o corpo de Mani na própria oca, e como era de costume dos Tupi, regaram seu túmulo com água e lágrimas de saudade. Um belo dia viram que rompia uma linda plantinha do túmulo de Mani. Poucas luas se passaram e a planta já estava crescida e os pais resolveram cavar o túmulo de Mani. Acharam raízes morenas, assim como os curumins, mas o seu interior era branquinho como a filha Mani, resolveram dar o nome de Manioca à raiz.
Assim se explica o surgimento da mandioca, ingrediente nativo do Brasil e de importância fundamental em nossa alimentação até hoje.
Na época do descobrimento, Câmara Cascudo, autor de um dos livros de História da Alimentação no Brasil  mais importantes já escritos, fala que o primeiro contato dos indígenas com a comida europeia data da sexta-feira, 24 de abril de 1500. Que dois guaranis foram levados a Nau Capitânia e ao chegar se depararam com um carneiro e um papagaio, que lhes pareceu familiar, mas ao avistarem uma galinha tiveram medo. Os portugueses então deram-lhes de comer: pão, peixe cozido, confeitos, mel e figos, e tudo que era provado era lançado fora, não quiseram comer nada daquilo. Jogaram fora até o vinho que lhes foi dado. Somente cinco dias depois do primeiro contato que os índios começaram a comer tudo que os portugueses davam.
Ao fim de sete dias de convivência os guaranis já tinham bebido vinho, comida presunto defumado, pão de trigo, passas de figo, confeitos de açúcar, massa doce envolta em farinha de trigo, ovos, água e açúcar, isso revela um alto índice de assimilação dietética, muito mais acentuado que o percebido mais tarde nos africanos chegados ao Brasil.
Mas havia a mandioca, que era até então desconhecida dos portugueses. Com ela era feito o beijú e a farinha era acompanhamento para praticamente tudo, desde frutas até carnes.
Começa ai um dos maiores intercâmbios alimentares da história. Intercâmbio este que foi de uma infinidade de ingredientes e hábitos, e que aumentou significativamente com a chegada dos escravos negros, mas contar essa história fica para uma próxima …….

Tatiana Lunardelli é historiadora, com especialização em História da Arte e gourmet. “Nem lembro qual a minha primeira lembrança relacionada a comida, mas certamente ela não é somente sobre um gosto, tem um cheiro, um som envolvidos. Como o barulho da cebola fritando na panela e o cheiro de um bolo de chocolate assando no forno…..”

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