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Medo de Amar

Na sua rotina, uma mulher comportada, traços claros e delicados, perfeita! Havia um homem que queria lhe amar, e mais do que amar, queria liberar o amor que existia dentro dela. Tal mulher se viu numa situação que nunca havia sentido antes, essa situação de entrega a deixou confusa e fez com que a mulher comportada voltasse a atuar, impedindo-a de sentir o amor deste homem e, antes disso, o seu próprio amor.

Por que tanto medo de amar? Acho que seria hipocrisia dizer que o medo de amar é fruto da sociedade de amores líquidos que vivemos, já que apenas há pouco tempo temos a liberdade de escolher nossos amores que antes eram impostos. É meu caro, muito mais fácil viver numa ditatura em que não temos escolha, do que conviver com a angústia da incerteza de sabermos se nossas escolhas estarão certas.

É a política influenciando nosso comportamento, nosso amor. A política é um pai autoritário e, após a queda da ditatura, ficamos órfãos de pai. Talvez eu precise ter uma conversa séria com a política já que ela deixou tantos filhos desamparados, mas este não é e não será o lugar mais apropriado.

Vamos ao que interessa: o nosso medo de amar, ele vem da onde? Vem do outro, do medo que temos do outro de não sermos amados por ele ou até das coisas que o outro pode fazer com o nosso amor, ou de nós mesmos, medo do que nosso amor é capaz? Se pararmos para analisar, um parênteses com a política, só nos foi permitido sentir o amor há pouco tempo, não sabemos o que é amar e temos medo do que ele é capaz, amar é desconhecido, temos medo do desconhecido.

Num tempo de guerras, invejas, competições e outras hostilidades, amar fica em segundo plano, senão em último plano. Vivemos num tempo de amar superficial, que para aqueles que internalizaram a ditadura é natural, mas para outros que querem a liberdade de poder amar, causa um desamparo, então vive-se uma busca pelo amar verdadeiro, já que o amar superficial não satisfaz.

A busca pelo amar verdadeiro é quase vago, já que também não sabemos o que é verdadeiro, será que existe um verdadeiro? O que é a verdade? É a realidade? Mas como tratar de uma realidade única numa relação? Sem conseguir viver com essa angústia de ser só, buscamos numa ilusão mentirosa, um amor, um amor superficial e material: a comida, os times de futebol, os animais, o dinheiro, jóias, roupas, carros… Tento imaginar como seria o mundo se conseguissemos amar as pessoas do jeito que amamos os objetos.

Por que amar uma pessoa é tão difícil? Talvez somos muito egoístas demais para amar. Para mim, o medo não é do outro, é de nós mesmos. Sabe aquela frase clichê do Pequeno Príncipe: “somos eternamente responsáveis pelo que cativamos”? Então, fico pensando se não temos medo da responsabilidade de amar, já que a queda da ditatura nos deixou tão desamparados e inseguros para assumir responsabilidades.

Bruna Mazzarino é Psicóloga Clínica, quase Psicoterapeuta Psicanalítica. Tem como hobbies literatura, cinema, música, artes, entre outros.

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